DOBRADO BEMOL

Sobre

Eu sou um contador de histórias... Gosto de me aventurar no universo das palavras, gosto de vê-las clamando por minhas mãos, desejosas de saírem da condição de silêncio. Escrever é uma forma de desvendar o mundo.
Só peço a Deus que a trama das palavras desperte nossas falas e nos ajude a escrever poemas que despertem resposta em quem não sabe responder.

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Reticenciação #8


Na minha relação com Deus a música tem lugar sagrado, pois é ela quem me reconecta a Ele, seja qual for o momento. E sou honrado e agraciado por Ele ter me escolhido para evangelizar através da música. Evangelizar… Ele não me escolheu para cantar. Ele não me escolheu para tocar. Ele não me escolheu para fazer as pessoas pularem ou para gritarem de júbilo, tampouco para emocioná-las ao ponto das lágrimas. Não. Ele me escolheu para evangelizar. Se for preciso pular, dançar, gritar, chorar… Que seja, mas a minha missão é evangelizar.
E me desola quando chego a uma Igreja onde os músicos não doam o seu melhor para evangelizar. E me desola e me entristece ainda mais quando eu não consigo fazer isso. O palco, o cantinho do músico na Igreja, na salinha, seja lá onde for, este lugar pra mim é sagrado. E por isso eu sou tão chato quando o som está ruim ou quando tem algo desafinado, instrumento ou voz. Ou quando o show é a prioridade, quando tocam ou toco sem unção. Entendam: é o meu momento com Deus e pode ser o único momento de muitos com Ele. Somos tocados muitas vezes não pela pregação eloquente ou pela sacralidade do mistério litúrgico, mas pela música e pela relação do músico com o seu instrumento de evangelização.
Dizem que quem canta reza duas vezes. Eu creio bastante nisso. Posso não conseguir ser sincero com Deus usando as minhas palavras faladas, mas quando toco ou canto uma canção, ainda que não seja minha, consigo traduzir exatamente o que a minha alma deseja: estar com Deus.
Por isso me entristeço quando a minha música ou quando a música de quem está no meu lugar não tem o seu 100% para Deus. Por isso hoje a imagem que mais me traduza, agora, seja a daquela criança que disputou o campeonato de futebol da escolinha e, embora fossem as melhores as suas intenções, perdeu o jogo da final. Esse mulequinho triste que é abraçado pelo técnico que lhe diz: “Relaxe, campeão. Hoje não deu, mas amanhã a gente tenta de novo…”
Tudo isso leva a pensar na desistência, mas pelo jogo ganho de outros dias e por poder tentar de novo amanhã, persevero.

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Quem poderia acreditar nisso que ouvimos? A quem foi revelado o braço do Senhor?
Cresceu diante dele como um pobre rebento enraizado numa terra árida; não tinha graça nem beleza para atrair nossos olhares, e seu aspecto não podia seduzir-nos.
Era desprezado, era a escória da humanidade, homem das dores, experimentado nos sofrimentos; como aqueles, diante dos quais se cobre o rosto, era amaldiçoado e não fazíamos caso dele.
Em verdade, ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos: e nós o reputávamos como um castigado, ferido por Deus e humilhado.
Mas ele foi castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas iniqüidades; o castigo que nos salva pesou sobre ele; fomos curados graças às suas chagas.
Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, seguíamos cada qual nosso caminho; o Senhor fazia recair sobre ele o castigo das faltas de todos nós.
Foi maltratado e resignou-se; não abriu a boca, como um cordeiro que se conduz ao matadouro, e uma ovelha muda nas mãos do tosquiador. {Ele não abriu a boca.}
Por um iníquo julgamento foi arrebatado. Quem pensou em defender sua causa, quando foi suprimido da terra dos vivos, morto pelo pecado de meu povo?
Foi-lhe dada sepultura ao lado de fascínoras e ao morrer achava-se entre malfeitores, se bem que não haja cometido injustiça alguma, e em sua boca nunca tenha havido mentira.
Mas aprouve ao Senhor esmagá-lo pelo sofrimento; se ele oferecer sua vida em sacrifício expiatório, terá uma posteridade duradoura, prolongará seus dias, e a vontade do Senhor será por ele realizada.
Após suportar em sua pessoa os tormentos, alegrar-se-á de conhecê-lo até o enlevo. O Justo, meu Servo, justificará muitos homens, e tomará sobre si suas iniqüidades.
Eis por que lhe darei parte com os grandes, e ele dividirá a presa com os poderosos: porque ele próprio deu sua vida, e deixou-se colocar entre os criminosos, tomando sobre si os pecados de muitos homens, e intercedendo pelos culpados.

Isaías 53:1-12

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